O que fazer em uma crise relacionada a apostas?
Perdeu tudo, o desespero bateu: o protocolo da primeira hora, da primeira noite e do dia seguinte.
Crise de aposta tem cara conhecida: uma perda grande, a descoberta de uma dívida, o desespero de madrugada com o celular na mão. O que fazer, em ordem:
Primeira hora — interrompa a hemorragia. Feche o aplicativo. Não tente “recuperar agora”: nenhuma decisão financeira boa é tomada em desespero. Se houver pensamentos de se machucar, ligue 188 (CVV, 24h, gratuito) — e, em risco imediato, 192 (SAMU) ou a emergência mais próxima. Não fique só: chame alguém de confiança, mesmo que seja de madrugada.
Primeira noite — reduza o acesso. Desinstale os aplicativos, saia das contas, se possível transfira o que restou para uma conta sem cartão à mão. A fissura é uma onda: ela sobe, atinge o pico e desce — atravessá-la acompanhado é mais fácil.
Dia seguinte — comece o plano. Solicite a autoexclusão centralizada no gov.br (bloqueia todas as bets autorizadas). Conte a situação para uma pessoa de confiança, com números reais. Liste as dívidas sem se torturar: papel aceita tudo, e número no papel assusta menos que número na cabeça.
Semana seguinte — busque cuidado: UBS ou CAPS, e considere um grupo de apoio. Crise passa. Dívida se renegocia. O que não pode continuar é o ciclo — e ele para com barreira mais apoio, nunca com “uma última aposta”.
Precisa de ajuda agora?
Caminhos imediatos · Autoexclusão · CVV 188 (24h) · SAMU 192.